|


Autora: Mani
Alvarez
Autor:
Geraldino Alves Ferreira Netto
|
 |
| |
|
|
| Artigos
em livros |
Sentimento
de culpa e religião:
O
conceito de culpa, tal como vem sendo utilizado na
religião
e na psicanálise, não me parece dar conta da
complexidade que ele carrega em seu bojo, se usado indiscriminadamente
(e sem crime). Assim como se conseguiu fazer uma distinção
entre medo e fobia, baseada na realidade concreta ou não
de um perigo, creio que o conceito de culpa cobre bastante
bem uma situação fatual de um ato realizado,
mas é inadequado para outras realidades nas quais é utilizado.
Que outro conceito poderia complementar a idéia de
culpa? Uma incursão pelos discursos da religião,
da filosofia, da psicanálise e da antropologia cultural,
quem sabe?, poderia nos incentivar a precisar melhor uma
definição.
Leia
mais
|
Perversões
ou perversão:
O
conceito de perversão era usado na Psiquiatria para
catalogar comportamentos sexuais desviantes da norma. Freud
designou como perversão uma posição
subjetiva direcionada ao desmentido da castração.
Segundo Lacan, a perversão é, sobretudo,
um fato de linguagem.
Palavras-chave: perversão; psicanálise; linguagem.
Perversions or perversion
The concept of perversions was used in Psychiatry to list
sexual behaviors turning aside from the normal course. Freud
called perversion a subjective position toward the disavowal
of castration. According to J. Lacan, perversion is more
a fact of language.
Key-words: perversion; psychoanalysis; language. Leia
mais
|
O
Amor é dar o que não se tem (a alguém que não
o quer) :
O
Esta frase aparece como um refrão no Seminário
VIII, "A transferência" (1960-1961), tendo
já figurado no texto "A Direção
da Cura" (1958). Em ambos os contextos, é da
transferência que se trata, aquela que Freud não
hesitou em chamar de amorosa.
Na definição
do Dictionnaire de la Psychanalyse (références
Larousse), o amor é um "sentimento de afeição
de um ser por outro, às vezes profundo, violento mesmo,
mas sobre o qual a análise mostra que pode estar marcado
de ambivalência e, sobretudo, que não exclui
o narcisismo".
O amor
inspirou os poetas e os filósofos desde sempre, a
própria Filosofia se intitulando como "amor da
sabedoria". Leia
mais
|
Bem
Contigente:
A
instituição psicanalítica tem sido repetidamente
caracterizada como sendo um "mal necessário".
Se entendermos o "mal" no sentido do "mal-estar
na civilização", temos simplesmente que
a instituição participa, no todo, da civilização
em que é inserida. Seria, então, um mal em
relação a quê? À transmissão
da Psicanálise, à formação do
analista? Leia
mais
|
A
Ètica da Psicanálise:
A
etimologia grega da palavra "ética" implica
numa ciência dos costumes,1 no estudo dos atos humanos
enquanto certos ou errados, segundo os critérios
da moral. Uma distinção era feita entre os
atos voluntários, praticados com suficiente conhecimento
e escolha, e os atos ditos involuntários e supostamente
inimputáveis.
Tradicionalmente,
a filosofia e a religião se ocuparam
de estudar e controlar os costumes e comportamentos das pessoas,
seja propondo ideais de felicidade, numa busca de prazer, seja
proibindo ou moralizando os prazeres desta vida em troca de
felicidade futura.
A psicanálise rompe com a moral filosófico-religiosa
e propõe uma ética dos atos e desejos inconscientes
ou "não sabidos". Freud tratou disto especialmente
em dois textos: Além do princípio de prazer e
O mal-estar na civilização. 2
Pode
parecer um paradoxo pensar em ética da psicanálise,
do ponto de vista de uma teoria dos valores, levando em conta
que a grande norma da psicanálise é justamente
não impor valores e julgamento às pessoas. Leia
mais
|
|